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BIBLIA O FEMININO QUE NOS
IMPULSIONA Na Bíblia judaico-cristã
a fonte de toda a vida é um Pai Criador masculino. No entanto, quando estudamos as
histórias da criação primitivas, verificamos que elas são sobre uma Grande
Mãe: doadora feminina e Deusa dos animais, das plantas, dos humanos, das
águas, da terra e do céu. Para citar alguns exemplos temos que no Egito a criação da vida era atribuída a Nut, Hathor ou Ísis; Uma antiga oração sumeriana
exalta a gloriosa Nana como “a Poderosa Senhora, a Criadora’.
Uma outra tábua antiga se refere à Deusa Nammu como
“a Mãe que deu à luz o céu e a terra”; Na África, existem lendas sobre Mawu, outro nome para a Mãe Criadora. Em Canaã, Asherah ou Ishtar era a
“Progenitora dos Deuses”. A verdade é que há um único mito universal da
criação com versões conhecidas em todas as partes do mundo e embora o mito
seja matriarcal ao declarar que todos os elementos da criação surgiram do
útero de uma Mãe cósmica, traços dele podem ser detectados até mesmo na
Bíblia patriarcal dos judeus e cristão. Daí a humanidade sempre cultuar grandes arquétipos femininos sempre que procura
por um relacionamento místico com a vida e com o universo. Porém, durante a
maior parte da história religiosa e espiritual registrada a maneira
predominantemente de se referir a Deus é chamar a divindade de ‘Ele’. No entanto, claramente alguma coisa vem acontecendo
com as percepções sobre as mulheres, o poder e a divindade. Não é acidental o
fato de que as mudanças na consciência envolvendo o poder feminino e o crescimento
da espiritualidade de base oriental tenham ocorrido conjuntamente. Os fenômenos estão entrelaçados. No Oriente, o Grande
Feminino sempre esteve em alta, não como uma fonte secundária de poder, mas
como o poder primordial, a shakti que flui através do nosso corpo e de toda a natureza. A própria Bíblia com sua
estrutura patriarcal não conseguiu ofuscar a Virgem Maria com a luz de seu
filho. Qual a razão de Nossa Senhora ser tão prestigiada mesmo sem milagres e
triunfos? Numa época em que se menosprezava o sexo feminino, ela dignificou a
condição de ser a mãe mais querida de todos os tempos. O marianismo
se estruturou no catolicismo de forma paralela e independente como uma facção
envergonhada pelo banimento das deusas do imaginário popular. Assumindo características
culturais e étnicas de cada nação, o culto à deusa Maria foi se adaptando à
devoção popular com uma versatilidade incrível. Desde suntuosos
santuários até silhuetas em vidros e grãos de milho, inúmeras aparições no
mundo inteiro dão status de deusa a estas supostas aparições, incorporando-as
ao acervo popular de inúmeras nações. Embora não tenhamos sido
ensinados a pensar nela desta maneira a Virgem Maria Católica (única figura
mortal da sagrada família cristã, constituída de pai e filho divinos)
perpetua a imagem da Deusa como Mãe Misericordiosa, a Mãe de Deus. Maria é um personagem histórico muito interessante, apesar de
serem limitados os dados a seu respeito, uma vez que os Evangelhos reduzem a
passagem da mãe de Cristo a poucas linhas. Anualmente no Brasil em 12 de
Outubro comemora-se o dia de Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora da
Conceição Aparecida, padroeira do Brasil. A devoção que o povo brasileiro
dedica a Nossa Senhora é ímpar e segundo a própria Igreja Católica “estão implícitos
nesta devoção os efeitos maravilhosos desse privilégio em Nossa Senhora, a
plenitude de sua graça e seus méritos insondáveis”. (…) (Fonte: http://www.brasilan.com.br/belas-out-06.htm)
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